terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Aspectos da cultura popular brasileira" - Selecionados

O Núcleo Educativo da Casa das Rosas gostaria de informar que os seguintes inscritos foram os selecionados para a Oficina "Aspectos sobre a Cultura Popular Brasileira":

Aline Bento do Nascimento
Aline de Araujo Amorim Souza
Ana Maria de Paula Silva
Aparecida Graciele de Almeida
Caio Martinez de Almeida
Caroline Flavia Casimiro Ramos
Cássia Rosicler Galvão
Cristine Dias Magalhães
Cynthia Florêncio de Assis
Danielle de Campos Gaspar Arraes
David Driesmans
Deivide Barros de Souza
Eduardo de Almeida Dantas
Eliana Pinheiro dos Santos
Eucilene Aparecida Rodrigues de Souza
Fernanda Castegioni Gonçalves
Fernanda de Aguiar Coutinho
Gustavo Lion Alves de Oliveira
Ingrid Juliana Francini
Isadora do Val Santana
Jessica de moura Machado
Jéssica Delomo Pereira
Joanne de Araujo Leão
Karen de Almeida Carneiro
Karen Jacomino
Karin Hessel
Ketty Margarete Valencio
Luis Felipe Maciel Ramos
Marcelo Moreira de Jesus
Márcia Villaça da Rosa
Maria Cacília Santos Campagnoli
Maria do Socorro de Oliveira Maciel
Mariana Cristina Lima Reis
Meire Monteiro
Patrícia dos Santos Batista 
Renata da Cunha moura
Ricardo da Mata Barbosa
Tamara Aparecida Faustino
Viviane Maria da Silva

A oficina será ministrada por Pedro de Cillo Rodrigues e contará com a participação de alguns convidados.
Os encontros acontecerão sempre aos sábados das 14h às 17h (dias 1, 8, 22 e 29 de novembro)


domingo, 19 de outubro de 2014

Oficina À moda da Casa: uma outra forma de admirar a Casa das Rosas.

Para quem ainda não observou a Casa das Rosas em detalhes não imagina a variedade de elementos decorativos que ela tem. Os pisos estão entre esses elementos que encanta muitos visitantes e foi a partir daí que a oficina "À moda da Casa" surgiu. 
Realizada hoje, a atividade disponibilizou ao público fotos de cada um dos pisos/azulejos da Casa em diversos tamanhos. A proposta era que cada um criasse uma colagem com as fotografias, assumindo um formato bidimensional ou tridimensional. 


Nessa imagem a boneca é um exemplo de trabalho tridimensional enquanto que a colagem no papel corresponde à versão bidimensional. Repare também no chão da sala. 

Após concluir seus estudos na Europa, Francisco de Paula Ramos de Azevedo retorna ao Brasil e passa a executar projetos que contavam fortemente com o uso de elementos decorativos europeus. Além de uma estética francesa, muitos pisos da Casa das Rosas têm origem européia.


Acima foto do piso da varanda inferior com sua respectiva fotografia. 
Abaixo, o piso do banheiro com a sua fotografia. 




Acima o detalhe do piso do hall de entrada, abaixo a foto da parede do banheiro.



Quem passa por um dos corredores da Casa reconhece esse o piso acima. 
Abaixo o piso floral da sala do Núcleo Educativo (antiga área utilizada pelos empregados da Casa quando ela ainda era uma residência).




O piso de madeira da Sala de Estar. O piso de mármore de lioz do salão central/hall. 


Abaixo o barrado floral do piso da varanda inferior. 



Algumas pessoas circularam pela oficina para apreciar as fotografias. Outras colocaram a "mão na massa" e deram outra vida para os pisos da Casa. 




Veja o resultado desse divertido processo. 


Ricardo mostra suas duas criações: uma ele fez sozinho e a outra foi coletiva.







 Acima duas criações funcionais. A primeira uma bandeja, na segunda o azulejo do banheiro virou a capa de um livro. 



Fernanda, Viviane, Lucas e Drielly mostram suas colagens. 




sábado, 18 de outubro de 2014

Voz e microfone - Sarau do manifesto com a palavra em desordem

Hoje o clima foi intimista devido ao pequeno público presente. O sarau foi aberto, porém, poucos quiseram soltar a garganta. A combinação voz + microfone + megafone ficou mesmo por conta do coletivo A.L.M.A e seus convidados, que por meio de improvisos, poesias e músicas trouxeram um pouco da temática "rua" para dentro da Casa das Rosas.
Quem também ajudou a compor o sarau foram as foto-projeções de Anelise Csapo.


 





Acesso Livre - Como foi

O Encontro com profissionais da área de turismo deste semestre foi batizado como "Acesso Livre" e reuniu não só pessoas do meio, mas vários interessados sobre a utilização dos espaços públicos da cidade.





A ocupação dos espaços públicos pela sociedade tem sido um movimento cada vez mais significativo principalmente nos grandes cidades.
Essas ações desdobram outras tantas experiências que parecem estar transformando na cena urbana. 

Para tratar desse assunto, o evento reuniu representantes de diferentes projetos da cidade de São Paulo. Apesar da diversidade destes movimentos foi possível perceber pontos semelhantes à medida que cada um dos convidados apresentavam as suas iniciativas. Algumas semelhanças são o debate intenso sobre os limites entre os interesses públicos e privados, a auto-gestão na deliberação nas ações desses grupos, a discussão e o amadurecimento de reflexões sobre direito à cidade e o exercício de civilidade em sua práticas. Em consonância com isso, as redes sociais e o uso de intervenções artísticas são grandes aliadas à esses movimentos na medida em que articulam suas ações de forma autônoma e potente, sem depender de instituições oficiais ou renomadas.

Os convidados foram:

Bárbara Lopes, jornalista, militante feminista e integrante do Coletivo Arrua. Autora do livro “Semeadores da Utopia”, sobre o “Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae” (Cepis), atualmente é assessora da área de Juventude da ONG Ação Educativa. O Coletivo Arrua se reúne, desde 2012, em torno do direito à cidade e da ocupação do espaço público. Junto com outros movimentos e coletivos, organizou a campanha “Por que o senhor atirou em mim?”, que denuncia a violência policial e defende a desmilitarização da polícia. Entre as atividades do Arrua, está a ocupação permanente da Praça Roosevelt com a “Roosevelt Livre”, que promove debates e atividades culturais todas as quintas-feiras.

Laura Sobral é arquiteta, urbanista e produtora cultural. Trabalha com ativação cultural do espaço público pela sua produtora, a “MUDA - práticas culturais e educativas”, e também com cenografia e design gráfico cultural pelo “Grupotrëma”. Desde 2007 estuda a apropriação do espaço público e faz ocupações temporárias como intervenções urbanas. Em janeiro de 2014 teve a ideia d'A Batata Precisa de Você, hoje um coletivo que fomenta a cultura da ocupação do Largo da Batata e promove atividades culturais e de prototipagem de mobiliário no Largo todas as sextas-feiras no final do dia.

Sabrina Duran, criadora do projeto jornalístico “Arquitetura da Gentrificação”, que mapeia o processo de higienização social no centro da capital paulista. Desenvolvido em parceira com a agência “Repórter Brasil” e financiado de forma coletiva por mais de 300 apoiadores o projeto agora está em sua segunda fase, tendo como tema de investigação os mecanismos de privatização do espaço público na cidade de São Paulo.


Douglas Agostinho Theodoro e Augusto Aneas (Guto) atuam na luta pela defesa do “Parque Augusta”. Sem líderes, grupos ou entidades oficialmente constituídas para representação, todos ali agem de maneira horizontal e apartidária. Ambos participam de assembleias realizadas todas as segundas feiras para discussão das ações a serem feitas pela cidade em discussão com a especulação imobiliária.  

Para mediar, convidamos Reinaldo Pacheco que é professor da EACH-USP, no curso de Bacharelado em Lazer e Turismo. Orienta, realiza pesquisas e ministra aulas das disciplinas relacionadas ao planejamento e gestão pública do lazer e ao entendimento do turismo como fenômeno social. Ministra a disciplina “Cidade, Educação e Políticas Públicas” na qual os estudantes são estimulados a registrar em vídeos documentários os espaços e práticas da Educação Não Formal na cidade, com especial atenção aos espaços públicos. Desenvolveu recente projeto de pesquisas financiado pela FAPESP: Futebol Amador e lazer: um estudo sobre o uso público do Parque Ecológico do Tietê.


Reinaldo Pacheco iniciou o encontro falando como a temática dos espaços públicos são um assunto caro à área do Turismo e Lazer: "Os espaços públicos só serão importantes para os turistas se foram para os seus moradores". 

Professor Reinaldo Pacheco mediou o debate.

 É necessário identificar processos que, em alguns casos, atuam junto com a valorização de um espaço, é o caso da gentrificação. Segundo Sabrina Duran, a gentrificação, ou limpeza social, é um conjunto de medidas urbanísticas cujo objetivo é expulsar a população mais pobre de uma região para dar lugar para uma população mais rica. Esse processo pode ser fazer presente em momentos de crescimento da cidade: "O trânsito absurdo que se enfrenta na capital todos os dias é, em parte, resultado da construção desenfreada de prédios de alto padrão que faz brotar muitos mais veículos particulares num mesmo metro quadrado", afirma a jornalista.
A gentrificação pode acompanhar também projetos que se dizem revitalizadores do espaço em função de grandes eventos em que a cidade é anfitriã. Normalmente eventos de grande porte, muitas vezes de proporções internacionais, que chamam muitos turistas são os maiores exemplos destes casos. Á exemplo disso, Sabrina destacou o uso privado do espaço público e como o poder público coaduna com essas ações "Nas festas realizadas pela Fifa - o Fifa Fun Fest que aconteceu no Vale do Anhangabaú - os vendedores ambulantes foram proibidos de vender produtos que não estivessem vinculados às marcas patrocinadoras da Copa". 

Sabrina Duran, criadora do projeto jornalístico “Arquitetura da Gentrificação”

É importante ressaltar que os vendedores ambulantes referidos por Sabrina são licenciados pela Prefeitura. O que se discutiu foi o prejuízo que esses vendedores tiveram em um evento que tinha tudo para bater recorde de faturamento para eles. Diante disso, é válido indagar quem se beneficia com essas vendas e como um evento público pode estar atrelado a interesses privados.

Para falar um pouco mais sobre gentrificação, a jornalista compartilhou reflexões à respeito desse processo que parece sútil e perverso.  Em seu projeto "Arquitetura da Gentrificação" Sabrina estudou o desenvolvimento de uma uma higienização pela qual a cidade de São Paulo, no caso específico do centro velho, sofre há pelo menos 10 anos.
"São Paulo passa por um processo delicado de transformações que dura, pelo menos, desde as últimas  duas gestões públicas do município", situa.

Para alguns, os espaços públicos são lugares de passagem, para outros, o espaço é trânsito mas também comportam uma permanência mais estendida. Talvez as praça, os parques sejam bons exemplo disso. Ainda para outras pessoas, a rua é o espaço de estar e de viver. Seja qual for o caso, um projeto que busque interferir ou acontecer no espaço público, precisa considerar as pessoas que aquele espaço acolhe. Uma vez que o espaço público é (ou deveria ser)  espaço de todos, Sabrina comenta a importância do papel democrático no espaço comum das cidades: 

"Um projeto de uso do espaço público precisa ser democrático, respeitando as pessoas que estão ali originalmente, você gostando delas ali ou não. É preciso respeitar a presença delas ali dando lucro ou não".

Ainda falando de projetos para espaços públicos, Sabrina chama atenção para outro ponto : "O valor estético do projeto não pode se sobrepor ao caráter democrático dele".

Bárbara Lopes, integrante do coletivo Arrua, apresentou as ações que realiza em ambientes públicos da cidade de São Paulo, e problematizou a dificuldade em se fazer valer o direito ao uso da cidade como espaço de estar "A militarização do espaço público afasta o uso que queremos fazer dele (...). As cidades estão tão vinculadas ao capital financeiro que qualquer melhoria nela implica em instrumento de exclusão de pessoas através de uma ação de "higienização do lugar". Nas palavras de Bárbara, a presença de uma vigilância coerciva inibe as pessoas pelo uso das ruas e provoca um efeito contrário ao que se espera das ruas. Ou seja, ao invés de contribuir com um clima de segurança e tranquilidade a chamada "militarização" dos espaços públicos é um desserviço à sociedade. Isso desestimula a prática do pertencimento à cidade e o espaço urbano pode ser cada vez mais espaço só de passagem. 

Bárbara Lopes, jornalista, militante feminista e integrante do Coletivo Arrua. 

Em consonância com o princípio de direito à cidade Laura Sobral, do projeto "A Batata precisa de você", relacionou esse conceito à forma do cidadão se auto conceder a liberdade "de transformar a cidade e atuar como protagonista dessa relação com a ela ao invés de só assistir e aceitar a cidade do jeito que ela é". Desde de 97 foi iniciado um processo de revitalização da região chamada Largo do Batata seguindo o padrão corporativo típico da Av. Faria Lima. Essa iniciativa contou com a retirada de vários ambulantes do local. Iniciado no ano passado, o projeto de ocupação "A Batata precisa de você" foi uma ação pautada na ideia de transformar o espaço público em lugar de estar, permanecer, não somente de passar.

Laura Sobral é arquiteta e faz parte do movimento "A Batata Precisa de Você"

É interessante perceber que experiências como essa põe em prática uma ação de sujeito na cidade que em, em geral, não exercemos de modo que quem atua nesse tipo de ativismo percebe de fato as nuances que permeiam as tensões entre público e privado e direito à cidade. Talvez esse seja uma prática de democracia que temos pouco costume de exercer "Nós não temos histórico de ocupação e de guerrilha do estar no espaço público. A ativação temporário do lugar, aumenta seu poder de negociação do espaço público. (...) Podemos até falar que temos poucos espaços públicos mas, antes disso, temos poucas atitudes no espaço público, não sabemos usar ele (em toda a sua potencialidade)", comenta Laura.

A falta de atitudes como essas faz com que as pessoas nem tenham conhecimento do que é possível fazer no espaço público ou não. Laura afirma que "Por lei, qualquer pessoa pode fazer qualquer coisa em um espaço público com o limite de até 350 pessoas"

Todas às sextas feiras, no final da tarde, a ocupação "A Batata precisa de você" realiza eventos no espaço e a produção deles são feitas de forma totalmente colaborativa. O ativismo virtual ajuda muito na organização das atividades e qualquer pessoa interessada insere a sua proposta em um arquivo virtual compartilhado na internet. Laura reforça a ideia de que prática de atuar no espaço é que traz a reflexão de como se relacionar com ele. Ela fala da "gambiarra" como elemento que faz as coisas acontecerem no espaço: "Você precisa saber o quê você tem para fazer o que você quer e não ficar deixando de fazer porque você precisa de algo. Se você precisa você arruma".

No caso do Parque Augusta, a coletividade também é a palavra de ordem do movimento. Com a presença de Douglas Agostinho Theodoro e Guto Camargo, foi possível conhecer melhor a história do local desde de sua primeira forma de existência até os processo jurídicos pelo o qual o local está passando graças à mobilização dos integrantes do movimento. Os representantes compartilharam como o processo de luta pelo espaço público está sendo uma oportunidade de se exercer, de fato, o papel de cidadão responsável pelo espaço da cidade. Tais práticas parecem estar muito mais além do ato de frequentar espaços públicos mas ir em busca da existência deles e fazer com o morar numa cidade não se limita à ir para o espaço privado das casas e ter o cenário urbano como pano de fundo do seu deslocamento pela cidade.


Abaixo, Augusto Aneas (Guto) e Douglas Agostinho Theodoro representantes do movimento "Parque Augusta"





A privatização dos espaços não se refere somente à entidades privadas fazendo uso do espaço público. Ela pode ser também o uso do espaço público de determinado grupo de pessoas que não desejam a presença de outras pessoas naquele espaço público. É comum encontrar tensões nesses contextos também. Douglas dá um exemplo de como a negociação dos espaços públicos são complexas quando envolvem atuações pessoais que excluem a atuação de outros: "Os moradores do entorno do Parque Augusta defendem a realização de outro parque, um parque semelhante ao Parque Buenos Aires ou Trianon em que você não pode "tocar na planta que você é abordado pelo segurança". 

É nítido que muito dessa discussão está intimamente ligada ao equilíbrio entre a liberdade e a diversidade: "O espaço público é o lugar do conflito e conflito não significa ofensa (...) é o lugar da diferença mas também o espaço para a liberdade", acrescenta Laura Sobral. 
Guto, integrante do movimento Parque Augusta acrescenta: "O estatuto da cidade tem como ideia central de que a cidade tem que ser discutida por todos".

O integrantes do projeto Parque Augusta contaram como os encontros voltados para a discussão sobre o espaço público transformou o comportamento entre os interessados: "Virou uma utopia por alguns meses (...) pelo fato de algumas pessoas estarem exercendo uma discussão de espaço público de fato, as pessoa passaram a trazer comida para compartilhar e esse processo se fez de uma forma bastante lúdica", afirma Guto. 

É importante reforçar que uma auto gestão, feita de forma horizontal, é fundamental para evitar que um movimento fique refém de interesses pessoais. Sobre o Parque Augusta, Douglas enfatiza: "A gente é totalmente oposto à lógica de que aquele lugar gere lucro". Assim como a presença das redes sociais, muitos projetos utilizam a arte como meio disparador das iniciativas coletivas. 

Percebe-se que o exercício de experiências como essas é despertada por um olhar sensível aos momentos do cotidiano pois é nele que as relações com a cidade acontece. A frase de Henri Lefebvre foi comentada e fez todo sentido dentro dessa reflexão: "As mudanças vão se dar a partir do cotidiano".

Interessante pensar que o envolvimento de uma pessoa com o espaço público não se dá só no nível das ideias, trata-se de uma ocupação de corpos antes de tudo. "Quem está na linha de frente é o corpo físico", coloca Sabrina. 

Esses simples relatos não dão conta de revelar nem mesmo uma pequena parte do que foi discutido e pensado nessa edição do Encontro com Profissionais de Turismo. Diante de tanta reflexão, encerramos este relato com um poema-convite a uma vida na cidade mais participativa:

"Primeiro passo é tomar conta do espaço.
Tem espaço a bessa e só  
você sabe o que o que pode fazer do seu.
Antes ocupe. Depois se vire".
Torquato Neto

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Final de semana intenso

Dobradinha no sábado dia 18/10:
Às 15h teremos uma grande conversa sobre a utilização dos espaços públicos da cidade. No evento estão confirmados profissionais da área de turismo e representantes de alguns coletivos atuantes em São Paulo. Na sequencia, às 19h, o coletivo de rap A.L.M.A vai conduzir um sarau que também trará um pouco da rua para dentro da Casa das Rosas.

 

No domingão dia 19/10, a educadora Luciana Felix elaborou uma oficina na qual os participantes se apropriarão dos desenhos dos diferentes pisos da Casa das Rosas. A oficina começa às 15h e é livre para todos os públicos.






domingo, 12 de outubro de 2014

Como foi... O Dia das Crianças na Casa das Rosas

 

O dia das crianças por aqui foi uma bagunça e tanto. Partindo da temática da brincadeira como artefato da cultura do lúdico e da infância em qualquer idade, a programação procurou contemplar à todos com eixos temáticos próprios do assunto em questão.

Às 11h começamos com o Projeto Brincaderia da Mayra Luna (Pitaco & Cia). Ela preparou uma caça ao tesouro incrível pela Casa das Rosas, que proporcionou um passeio super livre com as crianças correndo cheias de curiosidade com a criatividade à solta.

 

Mayra Luna, fundadora da Pitaco e Cia e criadora do eBook Play  - Manual de Brincadeiras Criativas. É publicitária, consultora, escritora, atriz e artista multimídia.




Depois de uma pausa para o almoço foi a vez das "Histórias de Amar" com o Teatro Pipa Poesia. Um delicado espetáculo com três narrativas de amor: “Adão é Eva” representada com bonecos de barro ainda úmido, “Pedro e Maria” que acontece em Portugal na época das desbravações e “Wapté e a Estrela”, uma narrativa xavante que retrata a paixão do adolescente Wapté por uma estrela. 

Com música ao vivo (percussão e voz) o resgate de canções populares enriqueceu a história, ligou as cenas e envolveu toda plateia.
O Teatro Pipa Poesia surgiu em continuidade ao trabalho iniciado há vinte anos no Teatro Ventoforte. Com a ideia de pôr para voar não só poemas, mas outras formas de linguagem em que a poesia repousa, este grupo abre espaço para novos caminhos e interfaces teatrais.

 Às 16h foi a vez da oficina de modelagem com argila ministrada por Paulo Farah André. Todos colocaram a mão na massa e o jardim ficou lotado com tanta gente se divertindo pra valer.


Paulo Farah André tem especialização em arte-educação pela ECA-USP, trabalha há vinte anos como arte-educador, ator, cenógrafo, diretor e bonequeiro.


E pra fechar teve a exibição do filme “Tarja Branca”, o documentário produzido pela Maria Farinha Filmes e dirigido por Cacau Rhoden que reflete a ideia do “espírito lúdico” negligenciado nos dias atuais devido ao embrutecimento da vida nas cidades entre tantas outras violências cotidianas as quais estamos todos submetidos. Costurado por depoimentos de José Simão, Domingos Montagner, Helder Vasconcellos, além do músico e dançarino Antonio Nóbrega entre tantos outros, o documentário encerrou as atividades colocando a importância do brincar mais uma vez na pauta do dia.